Quanto custa uma campanha FOOH no Brasil
As faixas reais de orçamento de FOOH no Brasil, os cinco fatores que movem o preço e o que precisa estar incluso para o orçamento ser comparável.
29.07.2026 · 8 min de leitura
Produtora não publica preço. O motivo é legítimo: cada projeto tem escopo diferente e ninguém quer virar número solto em comparação. Só que quem trabalha em agência precisa estimar verba antes de abrir concorrência, e hoje essa estimativa é feita no escuro.
Este texto resolve isso do nosso lado: as faixas praticadas no mercado brasileiro, o que faz o número subir ou descer, e o que precisa estar incluso para dois orçamentos serem comparáveis de verdade.
A resposta curta
Três faixas cobrem a maioria dos projetos de FOOH no Brasil.
Entrada, de R$ 8 mil a R$ 20 mil. Peça de produto sobre locação simples ou imagem de banco, com produto de geometria simples ou já modelado. Um ou dois formatos. Sem elenco e sem captação dedicada.
Intermediário, de R$ 20 mil a R$ 45 mil. Modelagem do produto do zero, construção do ponto urbano em 3D ou captação leve, três ou mais formatos, desenho de som e versões de duração.
Alto, de R$ 45 mil a R$ 120 mil. Captação com equipe e elenco em locação, construção completa do cenário em 3D, direção de arte dedicada, cessão ampla de direitos e veiculação longa.
Fora dessas faixas existem os dois extremos. Teste de formato de 8 segundos pode sair abaixo de R$ 8 mil. Lançamento com múltiplos filmes, elenco contratado e cessão sem restrição de território passa de R$ 200 mil.
Os cinco fatores que movem o número
1. Captação real ou construção inteira em 3D
É a maior variável do orçamento. Filmar exige diária de equipe, equipamento, produção de locação e, dependendo do ponto, autorização de uso de imagem do prédio ou da via. Construir o ponto urbano em 3D elimina esses custos e devolve controle total de luz, câmera e horário, ao preço de mais horas de modelagem.
Não existe resposta única. Locação com fachada complexa costuma sair mais barata filmando. Ponto com burocracia de autorização ou agenda apertada quase sempre compensa em 3D — foi o caso de Tera IPI Zero.
2. O produto já está modelado
Modelar e aprovar um produto do zero é a etapa mais cara e mais demorada de um FOOH. Modelo já construído e aprovado em campanha anterior derruba tanto o preço quanto o prazo do projeto seguinte.
É o argumento mais subestimado do formato: a segunda campanha de uma marca custa menos que a primeira, e a terceira menos ainda. Vale perguntar à produtora se o modelo fica disponível para reuso antes de fechar a primeira.
3. Quantidade de formatos e versões
Um filme em 9:16 não vira 4:5 e 16:9 sem trabalho. Cada formato exige reenquadramento, reposicionamento de lettering e, muitas vezes, re-render. Peça o pacote de formatos no briefing inicial: pedir depois custa mais do que ter pedido junto.
4. Elenco e autorização de uso de imagem
Transeunte reconhecível em quadro exige autorização. Ator contratado exige cachê e contrato de cessão por prazo e mídia. Uma cena com seis atores em locação, como em Creta na Black Friday, pode representar sozinha um terço do orçamento.
5. Cessão de direitos
O mesmo filme tem preços diferentes conforme prazo, mídia e território. Três meses só em social não custa o que custa veiculação indeterminada incluindo painel digital, PDV e rede de concessionárias. Esse item costuma ser o que mais gera divergência entre orçamentos que pareciam equivalentes.
O que precisa estar incluso
Antes de comparar dois números, confira se ambos contemplam:
- Pós-produção completa: edição, composição, CGI, VFX, color grading e finalização
- Trilha licenciada, com nota fiscal do licenciamento
- Desenho de som e mixagem
- Todos os formatos e durações do briefing
- Base limpa para desdobramentos da campanha
- Cessão de direitos pelo prazo, mídia e território que a campanha exige
- Rodadas de ajuste, com o número definido em contrato
Orçamento que omite trilha, som ou cessão não está mais barato. Está incompleto.
Por que o orçamento mais barato costuma sair caro
Preço muito abaixo da faixa normalmente significa uma destas três coisas: menos rodadas de ajuste do que a aprovação de uma agência exige, cessão restrita que vai gerar cobrança adicional na hora de estender a veiculação, ou uma equipe sem margem para refazer o que não passou no cliente.
O custo real aparece depois, no prazo estourado, no refazimento não previsto ou na campanha que não pode ser reveiculada.
Prazo e custo andam juntos
Prazo curto não encarece por si só. O que encarece é prazo curto com escopo mal definido, porque obriga a produção a trabalhar em paralelo naquilo que deveria ser sequencial, e cada mudança tardia joga fora horas já executadas.
Um FOOH de produto costuma sair entre 5 e 10 dias úteis. Com captação e elenco, o cronograma acompanha a diária e a janela de aprovação da agência. O que protege o prazo é o briefing fechado, não a pressa.
Como pedir um orçamento que volte preciso
Um orçamento comparável nasce de um briefing que responde:
- Qual o efeito percebido, em uma frase
- Onde a cena acontece, e se há locação definida
- Quais formatos e durações entram
- Se há elenco e se aparece rosto reconhecível
- Prazo, mídia e território da veiculação
- Data de entrega e janela de aprovação
- Se existe material 3D do produto disponível
Com essas sete respostas, uma produtora séria devolve orçamento fechado em 24 horas. Sem elas, todo número recebido é chute, e comparar chutes é o que faz campanha estourar verba.
Em resumo
FOOH no Brasil vai de R$ 8 mil a mais de R$ 200 mil, e a diferença raramente é margem. É captação, modelagem, formatos, elenco e cessão. Quem entende esses cinco itens negocia melhor e recebe orçamento mais preciso.
Na LURE, orçamento fechado sai em até 24 horas depois do briefing. Se você tem uma campanha em estudo, fale com a produção.